Bolsa-desenho
por Luana Ribeiro

Tem dias que a gente acorda de bem com a vida e com uma vontade imensa de colocar algo mais divertido no look do dia , né? Uma saia com estampa fofa, uma camiseta com frase de impacto, um anel de coração enorme (<3), aquela sapatilha neon que você ainda não criou coragem de usar e por aí vai.

Pois as chinesas Chay Su e  Rika Lin acordaram em um dia assim, e resolveram criar uma bolsa que parece um desenho. A marca foi batizada de Jump From Paper, e tem loja online.

Dá até um treco no olho né?

Mais legal ainda, são as imagens do site olha só:

Olha o videozinho com a bolsa funcionando ‘”vida real”:

Os preços da bolsa-desenho variam entre US$ 79 e US$ 129. E aí, vocês usariam??

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20
abr/12
Desapego
por Camila Martins

Era um dia que poderia muito bem ser classificado como o mais corriqueiro dos dois últimos anos. Não havia absolutamente nada fora do normal. O sol nasceu amarelo, o café se aprontou em cima do fogão, a hora apressou o passo, as roupas se misturaram aos lençois e eu logo corri para o trabalho. Reclamações matutinas, barriga roncando no almoço, sorrisinhos forçados e outros sinceros, conversas e fim de expediente.

A rotina acontecia, mas enquanto a normalidade era coroada rainha no caminho de volta para casa, o aperto veio incomodar o peito. Fiz cara de quem acabou de chupar limão azedo depois da tequila e disse para minha dor de estimação protocolar o atraso e voltar em uma semana que eu me comprometia em pagar os juros.

Que nada. A espertinha estava determinada a cobrar a dívida. Ela sabia que o tempo havia treinado minhas emoções e meu coração manco merecia um fim digno, um corte limpo, um novo começo. Sem mais delongas aceitei o desafio, sentei na calçada suada do sereno da noite, fechei os olhos com força, respirei longo – respirei fundo – e optei pelo basta.

Não adianta querer esperar, marcar um evento no calendário. Não tem glamour, trilha sonora de novela das 8 ou cenário cinematográfico. Só é você e a decisão de desapegar do passado e começar a viver de realidade. Uma lástima, mas fazer o que? A memória já morta não é benéfica. Atrapalha o bom andamento da vida. Pega toda e qualquer aposta num futuro promissor e transforma em insignificante quando comparada a glória daqueles dias que não existem mais. Uma mentira. A felicidade também é escolha e não tem prazo de validade vencido.

Pois é, é preciso abraçar o clichê de crescer e seguir em frente, afinal, olha como você amadureceu. Dá só uma olhada nesse mundão de meu Deus que tem da porta de casa para fora. Pensa no carinho dos amigos sinceros encontrados no trajeto. Houve dor, mas há tanta coisa boa. Aí vem o clichê de número dois, do artigo quinto – ninguém disse que seria fácil.

Meu amor, só eu sei a incoerência desse dia com a tristeza da despedida e o alívio de te ver enfim partir. Mundo, se prepare porque eu tô chegando. Tô indo leve. Crescimento, seu danado, que indisposição e lágrimas fora de hora tens me causado ultimamente. Por favor, continue assim.

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abr/12
Amarelo-canário
por Luana Ribeiro

Depois do azul bic, verde menta, camelo e do burgundy, agora é a vez do amarelo canário! Há duas semanas, a Saks Fifth Avenue postou no instagram uma foto com uma mão com as unhas pintadas nessa tonalidade e disse: “é oficial, amarelo canário é a cor do dia”. Antes disso, tinha postado uma bolsa nesse tom e em outro dia uma vitrine com um blazer da mesma cor.

Enfim… não sei se foi coincidência, mas depois disso comecei ver que essa cor está por toda parte – digo, nos blogs e sites de moda.

Não que o amarelo seja assim, uma grande novidade. Mas não é nada comum ver uma peça nessa cor na vitrine de uma loja. Além de ser super difícil de combinar. De imediato, eu só consigo pensar em looks que chamem atenção para a peça em si. Por exemplo: um vestido branco ou preto, ou jeans e camiseta, com um blazer (oi Camila! haha) amarelo… ou só a bolsa, ou só o sapato. Parece uma produção preguiçosa, mas acredito que funciona bem! Fica lindo, olha:

Foco no blazer…

- Olha a Beyonce usando um com uma camiseta básica, calça skinny preta e saltão:

- Macacão preto:

- Camiseta cinza e saia preta:

Foco na bolsa…

Com outra cores, em outras peças…

A blogueira Thassia já declarou que é fã da cor, e o blog tem dezenas de looks para se inspirar. Acho que amarelo fica lindo mesmo em morenas como ela. Maravilhoso esse outfit com shorts de estampa étnica:

Eu – a loira da foto da blasé ao lado aqui no blog – tenho pouquíssimas roupas amarelas, para ser exata dois vestidos, que usei uma vez na vida e ficaram encalhados no meu guarda-roupa. Sempre evitei a cor por achar que não ornava legal com meu cabelo e minha pele. Oi? Quindim ambulante?

E que surpresa que eu tive ao pesquisar fotos para esse post: encontrei uma loirinha blogueira chamada Frida arrasando nos looks com amarelo.

Para exercitar mil produções com o yellow canary em frente ao espelho!

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abr/12
Tweed moderninho
por Camila Martins

Já é normal encontrar releituras de peças do passado fazendo sucesso atualmente, e aproveitando a mudança de estação, com o frio chegando para a maioria do Brasil, é interessante prestar mais atenção no tweed, clássico invernal que ficou famoso mesmo através de Coco Chanel. Quer ícone melhor que ela?

O casaquinho que leva lã na composição é mais pesado e quentinho mesmo, bom pra sair do armário em baixas temperaturas, o que nada impede de ser usado em Manaus também, né? Basta escolher dias fresquinhos e balancear com uma produção mais leve.

Hoje em dia o tweed veio repaginado, facilmente adaptado para os tempos modernos, em cores variadas. Portanto, ele não precisa ser boring e nem ter cara de museu. Cai muito bem por cima de camisetas e acompanhado por calças fica uma graça.

Acredito que certas peças carregam um peso ou  quase uma responsabilidade histórica dentro do contexto da moda e por isso é legal preservar a ligação que elas tem com o passado. Sinto muito isso quando vejo o tweed e usá-lo com saltinhos e sapatilhas mais elegantes são formas de manter a identidade dele.

Claro que isso é uma opinião pessoal e que não significa que o casaquinho de tweed não vá ornar com sapatos modernetes. Por exemplo a Blair do Atlantic-Pacific, que já mostrou em vários posts ser fã da peça, coordenou COM LOUVOR – porque ficou diva – com botinhas e sandália rasteira.

Os conjuntinhos, que também voltaram a aparecer, são ideais pra explorar o tweed. Quando combinado, compõe looks interessantes, principalmente pra trabalhar naqueles dias que pedem um toque – nem que seja sutil – de formalidade.

No caso de cidades mais quentes – alô Manaus – é a pedida certa, já que escritório na maioria das vezes é sinônimo de ar-condicionado congelando até a alma.

Os rycos-e-famosos também curtem tweed!

Um casaquinho que conseguiu mudar tanto com os anos, mas sem perder a originalidade e a personalidade que nasceram junto com ele merece  um lugar no closet. Fora que a textura faz dele muito interessante e pelo menos ainda, não tá tão batido quanto o blazer, que inclusive já pode descansar um pouco!

BesosBesosBesos

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